sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"Era uma vez..." - É assim que começam todas as histórias de fadas e princesas. Esta não é mais uma história, ou pelo menos distingue-se do irreal e ilógico mundo que tem vindo a ser divulgado por meio de duendes e demais criaturas encantadas.
Recordo-me de ser mais novo e a minha avó contar, sem pensar muito no assunto e como quem diz "Ouve lá uma história para te calares", uma história também iniciada pela forma mais fácil que os escritores de literatura infantil inventaram para descrever uma série de acontecimentos de um mundo fantástico. Contudo, a história da minha avó, não era uma história comum e acho que fugia ao universo patético e previsível do "(...) e viveram felizes para sempre". ´
A história era contada em poucas linhas: "Era uma vez uma vaquinha chamada Vitória. A vaquinha morreu e acabou-se a história".
Não tirei como lição da história o carácter dramático inerente à mesma, em vez disso, preferi me concentrar na imprevisibilidade das situações e no fascínio pelos desfechos que fogem à norma. Em poucas palavras, ouvi uma história de beleza ímpar e aprendi que também posso encontrar alguma graciosidade na simplicidade das palavras e no não convencional.

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