terça-feira, 31 de janeiro de 2012

- "Era uma vez…", era assim que todas as histórias começavam, mas esta não era mais uma história e muito menos tinha um final. Era uma vez uma tentativa de escrever um texto distinto. Era uma vez um pseudo-autor a tentar escrever um pseudo-texto pseudo-diferente. Talvez um pseudo-"era uma vez"… ou um pseudo-"talvez". (e umas pseudo-reticências) – e uns pseudo parêntesis ad infinitum pseudos.
A escrita é um dos veículos mais poderosos de transmissão de ideias. Uma escrita não tem de obedecer a leis para exercer um poder na sociedade, sendo que o termo lei pode ser muito abrangente neste contexto. Por leis pode-se entender uma sequência correcta de letras que formam palavras, ou mesmo a sequência de palavras que dão forma a uma ideia, ou seja a sintaxe, ou até mesmo o uso da pontuação. Cedo aprendi que o uso excessivo de pontos de exclamação pode quebrar algumas regras de estilo, que já estão implícitas na linguagem escrita. Muitas dessas regras não estão definidas em nenhuma gramática. Existem ainda outras leis, a lei de escrever de uma forma politicamente correcta, sem ferir as susceptibilidades dos mais variados indivíduos, para que não haja um grande confronto entre o autor de um texto e os leitores. Mas porquê escrever se não for para introduzir uma ideia nova? A esfera do politicamente correcto parece ser tão limitadora e impeditiva da construção de novos conhecimentos.
Cedo, também aprendi a não obedecer às leis que regem aqueles que são politicamente correctos. Cedo aprendi a transgredir as regras, e aprendi a não terminar as frases da forma que as pessoas colchão.

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