Saíste de casa sem levar o que te pertence. Deixaste o amor emaranhado no chão e não me apetece dobrá-lo e arrumar numa gaveta. Irá continuar ali a apanhar pó. Deixaste tudo e apenas a cama ficou mais vazia. Antes deitava-me nas nuvens, hoje deito-me num colchão de esponja dura. Leva todo o amor. Vem buscá-lo quando eu cá não estiver e alimenta o teu ego. Sacode-lhe o pó. Esse só me provoca alergias e mesmo que me deixe os olhos molhados, sei que nenhuma lágrima irá cair. Deixa o pó. Apenas isso.
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