Vagueio nos corredores do supermercado mas não encontro aquele produto. Tal como a senhora do ferrero rocher, apetece-me algo mas não sei ao certo o que é. Procuro pelo Ambrósio, mas ele não sabe que me sugerir.
Passeio com o cesto vazio e continuo a olhar prateleira a prateleira sem saber qual é 'aquele' produto. Fiz uma lista em branco porque o frigorífico e a dispensa estão cheios. Apenas, sei que ainda me falta algo. Talvez não se venda, de qualquer maneira, continuo a percorrer prateleira a prateleira a tentar encontrar o incógnito produto.
- Desculpe, vende-se satisfação? - pergunto à senhora que está a arrumar os produtos.
Ao que ela responde que fica no 3.º corredor, à direita.
Lá está o produto, vem em saquetas de chá. Está mesmo na primeira prateleira, junto ao solo. Não, não vem numa caixa de veludo vermelha e não tem letras douradas. É de marca branca e ainda por cima vem numa embalagem maltratada.
Nesse corredor várias são as pessoas que procuram pelo produto, mas ninguém ainda deu por ele. Procuram-no nas últimas prateleiras e estão longe de imaginar que ele está ali, junto ao chão.
Não, não é preciso ser alto para alcançá-lo, basta apenas olhar para baixo, vê-lo e ter a humildade de curvar as costas para agarrá-lo.
Já me questionei várias vezes sobre esse produto. Mas nunca o chego a encontrar no supermercado.
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