Ela disse que os poemas estavam suspensos na natureza. Fui até ao jardim e sentei-me. Para além do verde, o vazio. Algum vento, também. Os poemas estão na natureza, tal como os frutos nas árvores. Eu não tenho um pomar, nem sou agricultor. Onde estão os poemas imanentes? Muitos já foram colhidos até à data. Estou certo que muitos foram encontrados no mar. O peixe parece ser inesgotável. Continuo à procura do poema nesta mancha verde, ou então noutro lugar. Penso que mesmo num terreno árido existirão uns versos à espera de serem colhidos.

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