Era uma vez um homem com alzheimer. Sabia chorar. Lembrava-se das lágrimas derramadas enquanto era criança e ainda não tinha perdido as memórias das amarguras da vida. A mulher do homem morreu. Sim, ele lembrava-se da mulher. Não chorava porque não sabia da sua morte. Era uma vez um homem que pensava que estava à espera que a mulher voltasse da mercearia. Ela morreu. Não se cansava de esperar. Cada momento de espera era singular e não tinha relação com os outros.
"… Um morto é a coisa mais melancólica que existe… só vive e ocupa espaço na memória dos que por aí ficaram, desse lado. Mas os vivos não enchem a memória de um morto. Um morto tem como destino apagar-se para sempre, apesar de muito o terem amado, apaga-se… esteja ele onde estiver…" AL BERTO, in LUNÁRIO, (Assírio & Alvim, 2012)
quinta-feira, 28 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
- Quand je parle une autre langue, je suis une autre
personne.
- Eu tenho uma única identidade, aquela que o português me permite expressar. Sinto uma barreira para me expressar noutras línguas. É como se tivesse ficado isolado aquando da destruição da Torre de Babel.
- Il n'ya pas de barrières dans coeur. "Le langage est source de malentendus."
- Sim, ainda bem que não falamos a mesma língua. Quando estou feliz sabes o que eu sinto. Quando faço dramas, apenas sabes que estou triste ou furioso. Não compreendes a minha mente complicada e por isso continuas aqui. Obrigado!
- De rien!
- Ah, consegues entender a minha gratidão?!
- Quoi? Qu'est-ce que tu dis?
- Rien, rien. Je suis content...
- Eu tenho uma única identidade, aquela que o português me permite expressar. Sinto uma barreira para me expressar noutras línguas. É como se tivesse ficado isolado aquando da destruição da Torre de Babel.
- Il n'ya pas de barrières dans coeur. "Le langage est source de malentendus."
- Sim, ainda bem que não falamos a mesma língua. Quando estou feliz sabes o que eu sinto. Quando faço dramas, apenas sabes que estou triste ou furioso. Não compreendes a minha mente complicada e por isso continuas aqui. Obrigado!
- De rien!
- Ah, consegues entender a minha gratidão?!
- Quoi? Qu'est-ce que tu dis?
- Rien, rien. Je suis content...
domingo, 10 de junho de 2012
Carta
(três folhas brancas. Ao fim da terceira, um post-it com uma mensagem.)
Não tive tempo para codificar as minhas ideias.
Envio-te os meus pensamentos.
Cordialmente,
O homem vestido de preto.
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