domingo, 28 de abril de 2013



Resolvo solitariamente o jogo Marienband.
Quatro linhas:

Um fósforo. 
Três fósforos. 
Cinco fósforos. 
Sete fósforos. 

À vez retiro, de uma só linha, o número de fósforos que pretendo. O último jogador a retirar o último fósforo perde. Mão direita Vs. Mão esquerda. Consequência do jogo: amputação da mão derrotada. Converto o número de fósforos em combinações binárias. A soma das combinações binárias é par – uma combinação segura para uma das mãos. Combinação segura para a mão que for a segunda a jogar. Duelo: Hemisfério Esquerdo Vs. Hemisfério Direito. Impossível esconder da mão esquerda que o Hemisfério Esquerdo é responsável pelo raciocínio lógico e que controla a parte direita do corpo. Mão direita ou esquerda? Destro. Sou destro. A mão direita irá responsabilizar-se por um final sinistro, quando é ela a eleita, sempre? Abdico da lógica. Não, não permito que este desfecho seja fruto de uma luta desigual de mãos. O objectivo deixou de ser “Não ser o último a retirar o fósforo”. Retiro um fósforo com a mão direita. Outro fósforo com a mão esquerda. Objectivo: Preservar a mão o máximo de tempo possível. Retiro outro fósforo. Outra vez a mão esquerda a retirar. Mão direita. Mão esquerda. Mão direita. Mão esquerda. Mão direita. Mão esquerda. E assim é, fósforo a fósforo - ... Mão direita. Mão esquerda. Mão direita. Continuo a retirar fósforo a fósforo. Mão sinistra. Mão direita. Mão morta. 

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